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17 de março de 2026

17.3.26

TDAH em adultos: estudo revela “microapagões” no cérebro que explicam dificuldade de concentração

 

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Pesquisa internacional aponta que cérebro entra em estado semelhante ao sono mesmo durante tarefas importantes.


Um novo estudo científico trouxe evidências relevantes para compreender por que adultos com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) enfrentam dificuldades persistentes para manter o foco ao longo do tempo. 

A pesquisa identificou que, mesmo quando estão acordadas e engajadas em atividades que exigem atenção contínua, essas pessoas apresentam padrões cerebrais semelhantes aos observados durante o sono — um fenômeno que pode estar diretamente ligado às falhas de concentração e ao desempenho inconsistente.


O trabalho, publicado no periódico Journal of Neuroscience e conduzido por pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, comparou a atividade cerebral de adultos diagnosticados com TDAH com a de indivíduos sem o transtorno. Os participantes foram submetidos a tarefas que exigiam atenção prolongada, como monitorar estímulos visuais e responder a comandos específicos, permitindo uma análise detalhada do comportamento neural em tempo real.


Cérebro “cansado” mais rápido: o que acontece durante as tarefas

Os resultados mostraram que adultos com TDAH apresentam um número significativamente maior de episódios de ondas cerebrais lentas — um tipo de atividade normalmente associado ao sono ou a estados de sonolência. Esses episódios ocorreram mesmo durante momentos em que os participantes deveriam estar totalmente concentrados, sugerindo que o cérebro “desliga” parcialmente por breves instantes.


Na prática, esses microepisódios impactam diretamente o desempenho: os participantes com TDAH cometeram mais erros, tiveram tempos de reação mais lentos e relataram maior sensação de cansaço durante as tarefas. Esse padrão indica que o problema não está relacionado à falta de esforço ou motivação, mas sim a um funcionamento cerebral distinto, que dificulta a manutenção da atenção de forma contínua.


Não é desinteresse: é funcionamento neurológico

A descoberta reforça uma mudança importante na forma como o TDAH é compreendido. Em vez de ser interpretado como desatenção voluntária ou falta de disciplina, o transtorno passa a ser visto, cada vez mais, como uma condição neurobiológica com mecanismos próprios e mensuráveis.


Os pesquisadores explicam que esse tipo de atividade cerebral semelhante ao sono é algo comum em todos os indivíduos, especialmente durante tarefas longas ou mentalmente exigentes. No entanto, em pessoas com TDAH, esses episódios são mais frequentes e mais intensos, o que compromete a capacidade de manter o desempenho ao longo do tempo.

Esse fenômeno pode ser comparado à sensação de fadiga em atividades físicas prolongadas: assim como o corpo precisa de pausas após esforço contínuo, o cérebro também apresenta sinais de cansaço — mas, no caso do TDAH, esse processo ocorre de forma antecipada e mais recorrente.

Possível chave para novos tratamentos

Além de ampliar a compreensão sobre o transtorno, o estudo abre caminhos promissores para intervenções futuras. Uma das hipóteses levantadas pelos cientistas envolve o uso de estímulos auditivos durante o sono, técnica já estudada em pessoas sem TDAH e que tem demonstrado potencial para regular padrões de ondas cerebrais.

Pinggal aponta que uma próxima etapa da pesquisa pode ser investigar se essa mesma abordagem consegue diminuir esse tipo de atividade em pessoas com TDAH enquanto estão acordadas e realizando tarefas, abrindo caminho para tratamentos que atuem diretamente sobre esse mecanismo cerebral.

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A ideia é que, ao melhorar a qualidade e a organização da atividade cerebral durante o descanso, seja possível reduzir a ocorrência desses “microapagões” ao longo do dia. Caso essa abordagem se mostre eficaz em indivíduos com TDAH, ela poderá representar uma nova estratégia terapêutica, focada diretamente no mecanismo neurológico do transtorno — e não apenas no controle dos sintomas.


O que mostram os mapas cerebrais

As análises também incluíram imagens detalhadas da atividade cerebral dos participantes. Os mapas revelaram que, em adultos com TDAH, as áreas associadas à atenção e ao processamento de informações apresentam maior dispersão de atividade lenta, indicando que diferentes regiões do cérebro entram em estado semelhante ao sono de forma mais frequente.


Esse padrão ajuda a explicar por que manter a concentração por longos períodos pode ser especialmente desafiador para essas pessoas. Em vez de um funcionamento contínuo e estável, o cérebro apresenta oscilações que comprometem a consistência do foco.


Um avanço na compreensão do TDAH em adultos

O estudo representa um avanço significativo na compreensão do TDAH na vida adulta, especialmente ao demonstrar que as dificuldades enfrentadas por esses indivíduos têm uma base biológica concreta e mensurável. Essa perspectiva contribui para reduzir estigmas e reforça a importância de abordagens clínicas mais empáticas e baseadas em evidências.


Ao evidenciar que o cérebro pode entrar em estados semelhantes ao sono mesmo durante a vigília, a pesquisa oferece uma explicação plausível para lapsos de atenção frequentemente relatados por pessoas com o transtorno — e aponta para novas possibilidades de tratamento que podem melhorar significativamente a qualidade de vida desses indivíduos.


Com informações do G1.



17.3.26

Despersonalização e Desrealização: Uma Análise Psicológica, Neurobiológica e Clínica dos Estados Dissociativos

 

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Resumo

A despersonalização e a desrealização configuram fenômenos dissociativos complexos que desafiam tanto a compreensão clínica quanto a experiência subjetiva dos indivíduos afetados. Esses estados são frequentemente descritos como uma desconexão do eu ou da realidade, mantendo-se, contudo, o teste de realidade preservado, o que os distingue de quadros psicóticos. Este artigo tem como objetivo analisar profundamente tais fenômenos sob perspectivas psicológicas, neurobiológicas e clínicas, explorando suas causas, manifestações, mecanismos de defesa, abordagens terapêuticas e implicações sociais. Com base em autores renomados da psicologia, psiquiatria e neurociência, discute-se o papel da ansiedade, do trauma e das condições contemporâneas na emergência desses estados. O estudo propõe uma reflexão crítica sobre a dissociação como mecanismo adaptativo que, quando cronificado, transforma-se em fonte de sofrimento psíquico.


1. Introdução: A Dissociação como Fenômeno Humano

A experiência humana é marcada por uma constante integração entre percepção, emoção e identidade. No entanto, em situações de estresse extremo ou ameaça psíquica, o indivíduo pode recorrer a mecanismos dissociativos como forma de autoproteção. A despersonalização e a desrealização emergem nesse contexto como manifestações específicas dessa dissociação, caracterizadas por uma ruptura na experiência de continuidade do eu e da realidade.


Segundo American Psychiatric Association (2014), tais sintomas são classificados dentro dos transtornos dissociativos, podendo ocorrer de forma isolada ou associados a outras condições, como transtornos de ansiedade e depressão. A compreensão desses fenômenos exige uma abordagem interdisciplinar que considere fatores psicológicos, biológicos e socioculturais.


2. Conceituação de Despersonalização e Desrealização

A despersonalização refere-se a uma experiência subjetiva de estranhamento em relação a si mesmo. O indivíduo pode sentir-se como um observador externo de seus próprios pensamentos, emoções e corpo. Já a desrealização caracteriza-se pela sensação de que o ambiente externo perdeu sua autenticidade, parecendo artificial, distante ou distorcido.

De acordo com Sierra e Berrios (1998), a despersonalização envolve uma alteração na autoconsciência, enquanto a desrealização afeta a percepção do mundo externo. Ambas compartilham a característica fundamental de preservação do juízo crítico, ou seja, o indivíduo reconhece que a experiência não corresponde à realidade objetiva.


3. Bases Neurobiológicas dos Estados Dissociativos

Estudos em neuroimagem indicam que a despersonalização está associada a alterações na atividade do córtex pré-frontal e do sistema límbico. Segundo Phillips et al. (2001), há uma hiperatividade cortical associada à inibição emocional, o que explica a sensação de anestesia afetiva relatada pelos pacientes.

Além disso, o sistema de resposta ao estresse, especialmente o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), desempenha papel crucial. O excesso de cortisol em situações de estresse crônico pode levar à desregulação emocional e à dissociação como mecanismo adaptativo.


4. Causas e Fatores Desencadeantes

A literatura aponta múltiplos fatores associados ao surgimento da despersonalização e desrealização. Entre os principais destacam-se:

4.1 Ansiedade e Transtornos de Pânico

A ansiedade intensa é um dos principais gatilhos. De acordo com Clark (1986), o ciclo de medo e hipervigilância corporal pode levar a estados dissociativos como forma de reduzir a sobrecarga emocional.

4.2 Trauma e Estresse Extremo

Eventos traumáticos, especialmente na infância, estão fortemente associados à dissociação. Van der Kolk (2014) destaca que o cérebro traumatizado tende a fragmentar a experiência como forma de autoproteção.

4.3 Uso de Substâncias Psicoativas

Substâncias como cannabis e alucinógenos podem induzir episódios dissociativos, especialmente em indivíduos predispostos. Esses estados podem persistir mesmo após a interrupção do uso.

4.4 Transtornos Psiquiátricos Associados

Condições como TEPT, depressão e transtornos de personalidade frequentemente coexistem com sintomas dissociativos, ampliando a complexidade do quadro clínico.

5. Sintomas e Experiências Subjetivas

Os relatos de indivíduos que vivenciam despersonalização e desrealização são marcados por intensa angústia e sensação de perda de controle. Entre os principais sintomas destacam-se:

  • Sensação de estar fora do corpo

  • Alterações na percepção do tempo

  • Redução da resposta emocional

  • Sensação de artificialidade do ambiente

  • Consciência da irrealidade da experiência

Segundo Simeon e Abugel (2006), a manutenção do insight diferencia esses estados de quadros psicóticos, sendo um elemento central para o diagnóstico.


6. Dissociação como Mecanismo de Defesa

A dissociação pode ser compreendida como um mecanismo de defesa do ego. Freud (1920) já apontava para a capacidade da mente de se afastar de experiências dolorosas como forma de autopreservação.

Contudo, quando esse mecanismo se torna crônico, perde sua função adaptativa e passa a gerar sofrimento significativo, comprometendo a qualidade de vida do indivíduo.


7. Impactos na Vida Cotidiana

A despersonalização e desrealização podem afetar profundamente o funcionamento social, profissional e emocional. Indivíduos relatam dificuldades de concentração, sensação de alienação e medo constante de “enlouquecer”.

De acordo com Hunter et al. (2004), esses sintomas podem levar ao isolamento social e à redução do desempenho acadêmico e profissional.


8. Diagnóstico Diferencial

É fundamental distinguir esses estados de outros transtornos, como esquizofrenia e transtornos psicóticos. A principal diferença reside na preservação do teste de realidade.

O diagnóstico deve ser realizado por profissional qualificado, considerando histórico clínico, intensidade dos sintomas e impacto funcional.


9. Tratamento e Manejo Clínico

9.1 Psicoterapia

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é amplamente utilizada no tratamento desses sintomas. Segundo Beck (2011), a reestruturação cognitiva ajuda a reduzir a ansiedade associada à dissociação.

9.2 Intervenções Farmacológicas

Não há medicação específica para despersonalização, mas antidepressivos e ansiolíticos podem ser utilizados para tratar condições associadas.

9.3 Técnicas de Grounding

Estratégias que promovem o contato com o presente, como exercícios sensoriais, são eficazes na redução dos sintomas.

10. Perspectivas Contemporâneas

A vida moderna, marcada por excesso de estímulos, ansiedade e desconexão emocional, pode favorecer o surgimento de estados dissociativos. A hiperconectividade digital, paradoxalmente, contribui para a sensação de desconexão interna.

11. Considerações Finais

A despersonalização e a desrealização representam manifestações complexas da mente humana diante do sofrimento psíquico. Embora inicialmente funcionem como mecanismos de defesa, sua persistência exige intervenção clínica adequada.

A compreensão desses fenômenos deve ir além da patologização, reconhecendo-os como expressões da tentativa do indivíduo de lidar com experiências emocionalmente intoleráveis.


Valdivino Alves de Sousa - CRP 06/198863


Referências 

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-5: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

BECK, Aaron T. Terapia Cognitivo-Comportamental: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 2011.

CLARK, David M. A cognitive approach to panic. Behaviour Research and Therapy, 1986.

FREUD, Sigmund. Além do princípio do prazer. Rio de Janeiro: Imago, 1920.

HUNTER, E. C. M. et al. The epidemiology of depersonalisation and derealisation. Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, 2004.

PHILLIPS, M. L. et al. Depersonalization disorder: thinking without feeling. Psychiatry Research, 2001.

SIERRA, Mauricio; BERRIOS, Germán E. Depersonalization: neurobiological perspectives. Biological Psychiatry, 1998.

SIMEON, Daphne; ABUGEL, Jeffrey. Feeling Unreal: Depersonalization Disorder and the Loss of the Self. Oxford University Press, 2006.

VAN DER KOLK, Bessel. O corpo guarda as marcas. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.



16 de março de 2026

16.3.26

Veja reação de Wagner Moura ao perder Oscar de Melhor Ator, para Michael B. Jordan por sua atuação em 'Pecadores'

 

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Prêmio ficou para Michael B. Jordan por sua atuação em 'Pecadores'

Não deu para Wagner Moura no Oscar 2026. Embora o baiano tenha mostrado que tem o molho e o talento, ele não levou a estatueta de Melhor Ator, ao interpretar Marcelo em O Agente Secreto. Quem ficou o prêmio foi Michael B. Jordan, por sua atuação em Pecadores.


Brasil terminou o Oscar sem nenhuma estatueta; veja como foi a premiação


Apesar de perder para o colega, ele reagiu bem ao saber o resultado. O ator sorriu, se levantou e aplaudiu desde o primeiro segundo que B. Jordan foi anunciado. Ele não demonstrou nenhum sinal de tristeza ou inconformismo por não ter sido o vencedor.

Desde que iniciou a campanha com O Agente Secreto, Wagner Moura já viralizou com seu ‘molho baiano’, trocou português por inglês em uma entrevista sem perceber e até deu uma sambadinha nos bastidores do Globo de Ouro. Tudo isso sem perder o favoritismo ao Oscar. 


As principais publicações americanas, como The New Yorker e o The Hollywood Reporter, publicaram as tradicionais listas de previsões com "quem vai ganhar e quem deveria ganhar" o Oscar 2026. As duas concordaram com o vencedor “moral” na categoria de Melhor Ator: Wagner Moura.

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O Agente Secreto foi indicado a outras três categorias: Melhor Direção de Elenco, Melhor Filme Internacional e Melhor Filme.


Fonte: Portal Terra 



16.3.26

Receita Federal divulga regras do IRPF, prazo começa em 23 de março e vai até 29 de maio; veja quem deve declarar

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A Receita Federal do Brasil anunciou oficialmente nesta segunda-feira (16) as regras para a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, referente ao ano-base 2025. O período de envio da declaração começa em 23 de março de 2026 e termina em 29 de maio de 2026, prazo que deverá ser respeitado por milhões de contribuintes em todo o país.


As novas regras trazem mudanças relevantes no sistema de declaração, incluindo novidades como cashback da restituição para contribuintes de baixa renda, obrigatoriedade de declarar ganhos com apostas esportivas (bets), inclusão de campos para raça ou cor na declaração e redução do número de lotes de restituição.

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Segundo especialistas, as alterações refletem um processo de modernização do sistema tributário brasileiro e o esforço do governo para ampliar o controle fiscal sobre novas formas de renda, especialmente aquelas relacionadas ao ambiente digital e às apostas online.

Segundo o contador Valdivino Sousa, da Alves Contabilidade, compreender as regras atualizadas do Imposto de Renda é fundamental para evitar erros, multas e problemas com a Receita Federal. “Muitos contribuintes deixam para entender as regras apenas no momento de enviar a declaração, o que aumenta significativamente o risco de inconsistências e de cair na malha fina”, explica.


Prazo oficial para declarar o Imposto de Renda 2026

De acordo com a Receita Federal, o prazo para envio das declarações do IRPF 2026 começa em 23 de março e termina em 29 de maio de 2026.


Durante esse período, os contribuintes deverão reunir documentos, organizar rendimentos e preencher a declaração utilizando o programa disponibilizado pela Receita Federal, o aplicativo Meu Imposto de Renda ou o portal e-CAC.


A recomendação dos especialistas é que o envio seja feito o quanto antes, evitando problemas técnicos nos últimos dias do prazo e aumentando as chances de receber a restituição nos primeiros lotes.

Segundo o contador Valdivino Sousa, da Alves Contabilidade, o planejamento antecipado é essencial.

“Quanto mais cedo o contribuinte organiza documentos e transmite a declaração, menor o risco de inconsistências e maior a possibilidade de receber a restituição nos primeiros lotes”, afirma.


Quem está obrigado a declarar o Imposto de Renda 2026

As regras divulgadas pela Receita Federal também estabelecem quem está obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026.

Entre os principais critérios estão:

- quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado;

- contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;

- quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;

- quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;

- quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural;

- quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;

- quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025;

- quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;

- quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior;

- quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024);

 - quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos;

- deseja atualizar bens no exterior;

- quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

Rendimentos isentos ou tributados na fonte

Também é obrigado a declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil.

Entre esses rendimentos estão:

  • dividendos

  • indenizações trabalhistas

  • rendimentos da poupança

  • lucros distribuídos por empresas

Patrimônio elevado

Devem declarar os contribuintes que possuíam bens ou direitos superiores a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025.

Operações em bolsa de valores

Também estão obrigados a declarar os contribuintes que:

  • realizaram operações em bolsa superiores a R$ 40 mil

  • obtiveram ganhos sujeitos à tributação em investimentos


Ganho de capital

Quem obteve lucro na venda de bens, como imóveis ou veículos, também precisa declarar.

Residência fiscal no Brasil

Contribuintes que passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês de 2025 também devem entregar a declaração.


Nova obrigatoriedade para declarar ganhos com apostas (Bets)

Uma das novidades mais comentadas nas regras do Imposto de Renda 2026 envolve os ganhos obtidos em apostas esportivas e plataformas digitais de apostas.

A Receita Federal criou campos específicos para esse tipo de rendimento na declaração.

Os apostadores deverão informar:

  • ganhos obtidos em plataformas de apostas

  • valores depositados e retirados

  • saldo mantido nas plataformas

Os prêmios líquidos obtidos em apostas são tributados pelo Imposto de Renda com alíquota de 15% sobre os valores que ultrapassarem R$ 28.467,20 no ano.

Para comprovar os resultados obtidos nas apostas, os contribuintes deverão utilizar o documento chamado ComprovaBet, que reúne as informações sobre ganhos e perdas durante o ano-calendário.


Cashback da restituição é novidade no IRPF 2026

Entre as principais inovações anunciadas pela Receita Federal está a criação de um sistema de cashback associado à restituição do Imposto de Renda.


A medida busca devolver valores retidos na fonte para contribuintes de baixa renda que não são obrigados a declarar.

Na prática, pessoas que tiveram imposto descontado ao longo do ano poderão receber valores automaticamente, mesmo que não tenham obrigação de entregar a declaração.

Essa política faz parte de mudanças mais amplas no sistema tributário brasileiro que buscam tornar a tributação mais progressiva.

Segundo especialistas, a iniciativa pode ampliar o acesso à restituição para milhões de brasileiros.

Novo calendário de restituição do Imposto de Renda

Outra mudança importante é a redução do número de lotes de restituição.

Tradicionalmente, a Receita Federal liberava cinco lotes de restituição ao longo do ano. Em 2026, esse número foi reduzido para quatro lotes.

O novo calendário será:

  • 1º lote: 29 de maio

  • 2º lote: junho

  • 3º lote: julho

  • 4º lote: 28 de agosto

O objetivo da mudança é concentrar os pagamentos e acelerar o processo de restituição para a maioria dos contribuintes.

A expectativa da Receita Federal é pagar aproximadamente 80% das restituições até junho.

Declaração pré-preenchida terá prioridade na restituição

Outra estratégia adotada pela Receita Federal para simplificar o processo de declaração é o fortalecimento da declaração pré-preenchida.

Nesse modelo, grande parte das informações já aparece automaticamente no sistema, incluindo:

  • salários

  • rendimentos bancários

  • investimentos

  • planos de saúde

  • despesas médicas

Os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via Pix terão prioridade na fila de restituição.

Segundo o contador Valdivino Sousa, da Alves Contabilidade, essa ferramenta representa um avanço importante na modernização do sistema.

“A declaração pré-preenchida reduz erros e facilita muito o processo para o contribuinte. No entanto, é essencial revisar todas as informações antes do envio”, alerta.

Inclusão de campo para raça e cor na declaração

Outra novidade do IRPF 2026 é a inclusão de um campo opcional para informar raça ou cor do contribuinte e de seus dependentes.

A informação não terá impacto no cálculo do imposto, mas será utilizada para fins estatísticos e de políticas públicas.

Também foi ampliada a possibilidade de utilização do nome social, garantindo maior inclusão e respeito à identidade de gênero dos contribuintes.

Fim da DIRF impacta declaração pré-preenchida

Uma mudança estrutural importante no sistema tributário brasileiro é o fim da DIRF (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte).

Com o fim dessa obrigação acessória, as informações utilizadas pela Receita Federal para compor a declaração pré-preenchida passarão a vir principalmente de dois sistemas:

  • eSocial

  • EFD-Reinf

Essa mudança exige maior atenção por parte dos contribuintes e das empresas, pois erros nessas bases de dados podem refletir diretamente na declaração do Imposto de Renda.


Penalidades para quem não declarar o Imposto de Renda

Os contribuintes obrigados que não entregarem a declaração dentro do prazo estarão sujeitos a penalidades.

A multa por atraso é de:

  • 1% ao mês sobre o imposto devido,

  • limitada a 20% do valor total do imposto.

Mesmo quando não há imposto a pagar, a multa mínima aplicada é de R$ 165,74.

Além da multa, o contribuinte pode enfrentar outros problemas, como:

  • CPF irregular

  • dificuldade para obter crédito

  • restrições bancárias

  • problemas para realizar financiamentos

  • impedimentos para participação em concursos públicos

Segundo o contador Valdivino Sousa, da Alves Contabilidade, a regularidade fiscal é fundamental para a vida financeira do cidadão.

“Não declarar o imposto de renda quando há obrigatoriedade pode gerar uma série de complicações financeiras e administrativas. O ideal é sempre cumprir a obrigação dentro do prazo”, explica.

Importância do acompanhamento de um contador

Embora a declaração do Imposto de Renda possa ser feita pelo próprio contribuinte, muitos especialistas recomendam a orientação de um profissional da contabilidade.

Um contador pode auxiliar em diversas situações, como:

  • identificação de deduções legais

  • declaração de investimentos

  • cálculo de ganho de capital

  • declaração de renda no exterior

  • regularização de pendências fiscais

Segundo Valdivino Sousa, da Alves Contabilidade, o acompanhamento profissional reduz significativamente o risco de problemas com a Receita Federal.

“Um erro simples pode levar o contribuinte para a malha fina. Por isso, a orientação de um contador pode evitar dores de cabeça e garantir que todos os direitos do contribuinte sejam respeitados”, afirma.


As regras do Imposto de Renda 2026 trazem mudanças importantes para milhões de brasileiros.

Entre as principais novidades estão:

  • cashback da restituição para baixa renda

  • nova obrigatoriedade para declarar ganhos com apostas

  • inclusão de campo para raça ou cor

  • prioridade para declaração pré-preenchida

  • redução no número de lotes de restituição

Com prazo entre 23 de março e 29 de maio de 2026, os contribuintes devem se preparar com antecedência para evitar erros e penalidades.

A orientação de especialistas é clara: organizar documentos, revisar informações e, se necessário, contar com o apoio de um profissional da contabilidade para garantir uma declaração segura e correta.


FAQ 

Quando começa a declaração do Imposto de Renda 2026?

O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 começa em 23 de março de 2026 e termina em 29 de maio de 2026, conforme divulgado pela Receita Federal.

Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026?

Deve declarar o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 em 2025, quem teve rendimentos isentos acima de R$ 200 mil, possuía patrimônio superior a R$ 800 mil, realizou operações em bolsa de valores ou obteve ganho de capital na venda de bens.


Quem ganhou dinheiro com apostas precisa declarar Imposto de Renda?

Sim. A Receita Federal passou a exigir a declaração de ganhos com apostas esportivas (bets) no IRPF 2026. Os valores recebidos devem ser informados na declaração e estão sujeitos à tributação.


O que é o cashback da restituição do Imposto de Renda?

O cashback da restituição é uma nova medida que permite devolver valores retidos na fonte para contribuintes de baixa renda que não são obrigados a declarar, ampliando o acesso à restituição do imposto.

Quantos lotes de restituição haverá em 2026?

Em 2026, a Receita Federal irá pagar quatro lotes de restituição, começando em 29 de maio e terminando em 28 de agosto.


Qual é a multa para quem não entregar o Imposto de Renda?

Quem é obrigado a declarar e não entrega dentro do prazo paga multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido, além de possíveis problemas com CPF irregular.

A declaração pré-preenchida dá prioridade na restituição?

Sim. Contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via Pix terão prioridade no pagamento da restituição.



13 de março de 2026

13.3.26

SBT exalta Ratinho e firma parceria após caso Erika Hilton: leia nota

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Foto - Reprodução redes sociais 

 


SBT emitiu nova nota sobre a situação de Ratinho no canal após a polêmica envolvendo a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP)


Pouco após afirmar para o Metrópoles que o apresentador Ratinho segue contratado pelo SBT, o canal enviou uma nova nota exaltando o comunicador e firmando sua parceria com a emissora de Silvio Santos.

Pouco após afirmar para o Metrópoles que o apresentador Ratinho segue contratado pelo SBT, o canal enviou uma nova nota exaltando o comunicador e firmando sua parceria com a emissora de Silvio Santos.

Nesta semana, Ratinho e o SBT foram alvos de críticas após uma fala transfóbica do comunicador contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Na quarta-feira (11/3), Hilton foi eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.

Em seu programa no SBT, na noite do mesmo dia, Ratinho questionou o fato de a comissão da Câmara ser liderada por uma mulher trans. “Ela não é mulher, ela é trans”, disse o apresentador em certo momento.

“Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, completou.

Ele ainda disse: “Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”.

Hilton processa Ratinho

Nessa quinta-feira (12/3), Hilton protocolou pedido de investigação contra o apresentador. Ela solicita a abertura de inquérito policial e a prisão de Ratinho, o qual, se condenado, pode pegar até 6 anos de prisão.

“Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência. Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim”, afirmou a política em seu Instagram.

Ratinho nega ofensa

Ao colunista Lucas Pasin, do Metrópoles, Ratinho negou a ofensa contra Hilton. “Talvez eu até converse com a Erika para que ela entenda o que eu quis dizer. Eu não a ofendi. E até aproveito esse espaço para pedir desculpas se ela considera que eu a ofendi. Mas repito, eu não a ofendi”, disse.

“Em nenhum momento falei mal de trans. Transfobia é você tratar mal o outro. E eu jamais fiz isso. Vou processar todos que me chamaram de transfóbico”, completou.

“Na minha opinião só existem dois gêneros, o masculino e o feminino. O restante é comportamento. E, comportamento, cada um pode ter da forma que achar melhor”, finalizou.

FonteMetrópoles.