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30 de abril de 2026

30.4.26

Morre aos 93 anos o historiador Fernando Novais, referência da historiografia brasileira

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Intelectual da USP revolucionou a compreensão do sistema colonial e formou gerações de pesquisadores no Brasil


A historiografia brasileira perdeu nesta quinta-feira (30) um de seus nomes mais influentes. O professor emérito da Universidade de São Paulo, Fernando Novais, morreu aos 93 anos, em São Paulo. Reconhecido por sua contribuição decisiva ao estudo do período colonial, ele deixa um legado acadêmico que redefiniu a forma como o Brasil compreende sua própria formação histórica.

Uma vida dedicada à história e ao ensino

Doutor em História pela USP em 1973, Fernando Novais iniciou sua trajetória docente ainda em 1961, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Durante décadas, atuou na área de História Moderna e Contemporânea, consolidando-se como um dos principais intelectuais do país.

Sua carreira foi marcada pelo compromisso com a formação de novos pesquisadores e pela defesa de uma história rigorosa, baseada em método, reflexão crítica e análise aprofundada das relações sociais e econômicas.

A obra que transformou a historiografia brasileira

O trabalho mais emblemático de Novais, Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial, tornou-se um verdadeiro marco nos estudos históricos. A obra inovou ao integrar dimensões econômicas e políticas na análise do sistema colonial português, oferecendo uma interpretação ampla sobre sua gênese, funcionamento e crise.

Esse estudo passou a ser leitura obrigatória para estudantes e pesquisadores, influenciando gerações e consolidando novos paradigmas na historiografia nacional.

Produção intelectual e contribuição acadêmica

Ao longo de sua trajetória, Fernando Novais participou de importantes projetos editoriais e acadêmicos. Nos anos 1990, coordenou a coleção História da Vida Privada no Brasil, que trouxe novas abordagens sobre o cotidiano e as experiências sociais no país.

Entre suas publicações, destacam-se também Aproximações: estudos de história e historiografia (2005) e os volumes de Nova História em perspectiva (2011 e 2013), em parceria com Rogério Forastieri da Silva. Nessas obras, aprofundou análises críticas sobre os rumos da historiografia moderna.

Influência intelectual e diálogo com outras áreas

Fernando Novais também teve papel relevante na articulação de espaços de debate intelectual. Foi um dos criadores do chamado “Grupo do Capital”, também conhecido como Seminário Marx, ao lado de nomes como José Arthur Giannotti e Fernando Henrique Cardoso.

O grupo foi responsável por renovar a leitura da obra de Karl Marx no Brasil, influenciando não apenas historiadores, mas também sociólogos, economistas e filósofos.

Atuação em outras instituições e legado acadêmico

Além da USP, Novais também lecionou no Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas entre 1986 e 2003, e posteriormente na Facamp. Sua atuação sempre esteve ligada à interdisciplinaridade e ao diálogo entre diferentes campos do conhecimento.

Segundo o historiador Pedro Puntoni, colega de universidade, Novais defendia uma visão de história como um campo que busca compreender, de forma ampla, as experiências humanas no tempo, ainda que essa totalidade seja sempre uma aproximação.

Reconhecimento e homenagens

Em 2006, Fernando Novais recebeu o título de Professor Emérito da FFLCH-USP, tornando-se o 38º docente a alcançar essa distinção. O reconhecimento consolidou sua importância não apenas como pesquisador, mas também como formador de gerações.

Em nota oficial, a direção da FFLCH lamentou profundamente a perda, destacando sua contribuição intelectual, além de sua postura generosa e humana no ambiente acadêmico.

Despedida de um mestre da história

Fernando Novais deixa filhos, netos e bisnetos, além de uma obra sólida que continuará orientando estudos e reflexões sobre o Brasil. Sua morte representa o fim de uma era na historiografia nacional, mas também reafirma a permanência de seu pensamento na academia e na formação de novos historiadores.

Com informações do G1.


30.4.26

Lula prepara discurso estratégico na véspera do Dia do Trabalhador e coloca economia familiar no centro do debate

 

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Pronunciamento em rede nacional deve destacar renegociação de dívidas e mudanças na jornada de trabalho como pilares sociais e políticos

Na noite desta quinta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão que promete mobilizar o país às vésperas do Dia do Trabalhador. Com duração prevista de sete minutos, a fala está marcada para as 20h30 e deve abordar dois temas centrais: o lançamento do Desenrola 2.0 e a proposta de fim da escala de trabalho 6x1.

Um discurso direto para quem sustenta o país

A mensagem presidencial chega em um momento simbólico e estratégico. Em suas redes sociais, Lula afirmou que pretende “conversar diretamente com quem move o Brasil diariamente”, sinalizando que o foco será o trabalhador e sua realidade econômica.

A escolha da data reforça o peso político do anúncio. Às vésperas do 1º de maio, o governo tenta fortalecer o diálogo com a classe trabalhadora, trazendo propostas que impactam diretamente o custo de vida e o equilíbrio financeiro das famílias brasileiras.

Desenrola 2.0: nova aposta para aliviar o endividamento

O Desenrola 2.0 surge como uma das principais apostas do governo para reduzir a inadimplência e reaquecer a economia. A iniciativa pretende ampliar o alcance do programa anterior, facilitando a renegociação de dívidas e permitindo que milhões de brasileiros voltem a ter acesso ao crédito.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, há uma preocupação crescente com o impacto do endividamento na avaliação do governo. Por isso, a nova fase do programa é tratada como prioridade estratégica.

A proposta prevê a utilização do Fundo Garantidor de Operações (FGO), com um aporte estimado em pelo menos R$ 8 bilhões para cobrir possíveis inadimplências. Além disso, existe a expectativa de liberação de cerca de R$ 7 bilhões do FGTS, criando condições mais favoráveis para acordos entre consumidores e instituições financeiras.

Em reunião recente, Lula esteve ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros e representantes de bancos públicos para alinhar os últimos detalhes antes do anúncio oficial, que deve ocorrer nos próximos dias.

Fim da escala 6x1 ganha força no debate nacional

Outro ponto central do pronunciamento será a defesa do fim da escala 6x1, modelo amplamente utilizado no país em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa apenas um.

O governo argumenta que a mudança é essencial para melhorar a qualidade de vida, permitindo maior convivência familiar e reduzindo o desgaste físico e emocional dos trabalhadores. A proposta já foi encaminhada ao Congresso, mas passou a tramitar como Proposta de Emenda à Constituição (PEC), buscando maior segurança jurídica.

A decisão foi influenciada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que defendeu um debate mais amplo sobre o tema. Uma comissão especial foi criada para analisar a proposta, presidida pelo deputado Alencar Santana e com relatoria de Leo Prates. A expectativa é que o texto avance rapidamente nas próximas semanas.

Reação política e questionamento na Justiça Eleitoral

O anúncio do pronunciamento também gerou reação imediata no cenário político. O Partido Liberal acionou o Tribunal Superior Eleitoral, solicitando a suspensão da transmissão.

Os advogados do partido argumentam que o uso da cadeia nacional pode caracterizar promoção pessoal com finalidade eleitoral, especialmente em um momento de forte visibilidade pública. Além do pedido para barrar o pronunciamento, a ação também solicita a aplicação de multa.

Medidas sociais com impacto eleitoral

Embora o governo trate as propostas como políticas públicas voltadas ao bem-estar da população, é evidente que elas também possuem forte impacto político. Tanto o Desenrola 2.0 quanto o debate sobre a jornada de trabalho dialogam diretamente com demandas populares e podem influenciar a percepção do eleitorado.

Internamente, essas iniciativas são vistas como fundamentais para fortalecer a imagem do governo entre trabalhadores e famílias de baixa e média renda, especialmente em um cenário econômico ainda desafiador.

Um pronunciamento que pode marcar os próximos meses

A fala de Lula nesta quinta-feira carrega mais do que anúncios institucionais. Ela representa um movimento estratégico para reposicionar o governo diante de temas sensíveis e de grande apelo social.

Ao colocar no centro do debate questões como endividamento e qualidade de vida no trabalho, o presidente tenta mostrar proximidade com a realidade da população. Ao mesmo tempo, enfrenta resistência política que evidencia o grau de disputa em torno dessas pautas.

O impacto real dessas propostas dependerá não apenas do discurso, mas da capacidade de implementação e da resposta do Congresso Nacional nos próximos meses.


 Com informações do CNN Brasil


30.4.26

Curso de Psicanálise por R$ 99 viraliza e chama atenção de quem busca nova profissão

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Curso de Psicanálise Online com Bolsa Acessível Abre Novas Oportunidades de Carreira


Uma oportunidade incomum tem chamado atenção nas redes sociais e despertado o interesse de milhares de brasileiros que buscam uma nova carreira ou renda extra. Trata-se de um curso de formação em psicanálise online, que está sendo oferecido por apenas R$ 99 — valor muito abaixo do praticado no mercado.

O programa é oferecido pelo Instituto Universe e promete uma formação completa, com acesso vitalício e certificado digital.

 Por que esse curso está chamando tanta atenção?

Em um momento em que temas como ansiedade, depressão e saúde emocional estão cada vez mais presentes, cresce também a procura por profissionais que possam ajudar pessoas a lidarem com seus conflitos internos.

E é justamente nesse cenário que a formação em psicanálise ganha destaque.

Além do preço acessível, o curso oferece:

✔ 4 módulos completos
✔ 24 disciplinas
✔ Material em PDF com linguagem simples
✔ Vídeos explicativos
✔ Estudos de casos reais
✔ Avaliação final online

 Formação acessível e prática

Outro ponto que tem gerado comentários positivos é o formato do curso. Totalmente online, ele permite que o aluno estude no seu próprio ritmo, sem pressão e com flexibilidade total.

O acesso é vitalício, ou seja, mesmo após concluir, o aluno pode revisar o conteúdo sempre que quiser.

Além disso, há suporte disponível via e-mail, chat e WhatsApp, algo que muitos cursos online não oferecem de forma tão direta.

 Dá mesmo para atuar na área?

Uma das dúvidas mais comuns é se realmente é possível trabalhar com psicanálise após a formação.

No Brasil, a atividade de psicanalista é considerada uma ocupação livre, o que significa que não exige graduação específica para atuação, desde que a pessoa tenha formação adequada.

Com isso, muitos alunos utilizam o conhecimento para atuar em:

  • Atendimento terapêutico
  • Aconselhamento emocional
  • Projetos sociais
  • Igrejas e instituições
  • Atendimento online

Certificado e validade

O curso oferece certificado digital com código de verificação, garantindo autenticidade.

É importante destacar que se trata de um curso livre, conforme a legislação brasileira, sendo válido como formação profissional, mas não equivalente a um curso superior.

O valor que surpreendeu

O que realmente fez o curso viralizar foi o preço.

De R$ 1.999,00 por apenas R$ 99, a oferta tem sido vista como uma oportunidade rara, principalmente para quem deseja mudar de área ou começar algo novo sem alto investimento.

 Pagamento via Pix: cursosuniverse@gmail.com
 Ou parcelamento no cartão pelo PagSeguro

 Oportunidade por tempo limitado

Segundo informações divulgadas, a condição promocional faz parte de uma campanha com bolsas de estudo, o que pode explicar o valor reduzido.


Acesse:https://institutouniverse.com.br/course/curso-livre-de-formacao-em-psicanalise/


Por isso, quem se interessar deve agir rapidamente.

 Nova profissão ou desenvolvimento pessoal?

Mais do que uma formação técnica, muitos enxergam o curso como uma oportunidade de crescimento pessoal e compreensão mais profunda das emoções humanas.

Em um mundo cada vez mais acelerado, entender a mente e o comportamento pode ser um diferencial — tanto na vida profissional quanto pessoal.


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28 de abril de 2026

28.4.26

Nômade Festival 2026 em São Paulo reúne Luísa Sonza, João Gomes e Péricles no Parque Villa-Lobos

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 7ª edição do evento acontece neste fim de semana com mais de 20 horas de música, diversidade de estilos e grandes nomes da música brasileira em São Paulo


São Paulo recebe um dos maiores festivais do país

O Nômade Festival 2026 chega à sua 7ª edição ocupando novamente o icônico Parque Villa-Lobos, na Zona Oeste de São Paulo, neste sábado (2) e domingo (3). Consolidado no calendário cultural da capital, o evento se destaca por reunir diferentes gerações e estilos da música brasileira em uma mesma programação.

Ao longo de dois dias, o festival promete cerca de 20 horas de apresentações ao vivo, além de experiências gastronômicas, espaços de convivência, ativações culturais e áreas de descanso espalhadas pelo parque.


Line-up reúne grandes nomes da música brasileira

O principal atrativo desta edição é a diversidade do line-up, que mistura pop, forró, MPB, samba, rap e ritmos regionais.

Entre os destaques estão Luísa Sonza, João Gomes, Péricles e Jorge Aragão, além de artistas consagrados e novos nomes da cena nacional como Zé Ramalho, Marcelo D2, Gaby Amarantos, Carol Biazin, Urias, Jota.Pê, Chico Chico e Zaynara.

A proposta do festival é justamente promover encontros entre diferentes estilos e gerações musicais, criando uma experiência ampla para o público.


Zé Ramalho estreia no festival com repertório clássico

Um dos momentos mais aguardados desta edição será a estreia de Zé Ramalho no Nômade Festival. O cantor e compositor promete um show especial, revisitando mais de 40 anos de carreira.

No repertório, o público pode esperar clássicos como “Avôhai”, “Chão de Giz” e “Sinônimos”, canções que marcaram gerações e seguem entre as mais populares da música brasileira.


Luísa Sonza traz fase internacional e novo álbum

Outro grande destaque é Luísa Sonza, que sobe ao palco após sua apresentação no Coachella e traz ao Brasil um show baseado no álbum “Brutal Paraíso”.

A artista vive uma fase de expansão internacional e promete uma performance marcada por estética moderna, coreografias e novas sonoridades que reforçam sua evolução artística nos últimos anos.


João Gomes representa o forró contemporâneo

O fenômeno do forró, João Gomes, também integra a programação com músicas do álbum “Pé de Serrita”, que resgata elementos tradicionais do gênero nordestino.

Com sua voz marcante e forte conexão com o público jovem, o cantor deve levar ao festival um repertório que mistura emoção, romantismo e raízes culturais do Nordeste brasileiro.


Gaby Amarantos e Péricles reforçam diversidade do evento

A cantora Gaby Amarantos apresenta seu novo trabalho, “Rock Doido”, trazendo uma proposta ousada que mistura ritmos amazônicos com elementos eletrônicos e urbanos.

Péricles, um dos maiores nomes do samba e pagode do país, revisita sucessos da carreira solo e da época do Exaltasamba, prometendo um show voltado à nostalgia e à celebração da sua trajetória musical.


Palco Bosque valoriza novos talentos da música brasileira

Além do palco principal, o Palco Bosque reforça o compromisso do festival com a renovação da música nacional.

Artistas como Mari Jasca, Candy Mel, Potyguara Bardo e Rom Santana apresentam shows exclusivos, apostando em novas sonoridades e expressões culturais contemporâneas.

A programação também conta com sets da DJ Nanni Rios, que mistura diferentes ritmos brasileiros em suas apresentações.


Experiência completa vai além da música

O Nômade Festival não se limita aos shows. O evento também oferece uma estrutura completa para o público, com vila gastronômica, bares, lounges e áreas de convivência.

A proposta é criar uma experiência imersiva, onde o público pode circular pelo parque, experimentar diferentes sabores e acompanhar as apresentações com conforto.


Ingressos e expectativa de público

A expectativa é de grande público ao longo dos dois dias de festival, reforçando o Nômade como um dos principais eventos musicais de São Paulo.

Os ingressos estão disponíveis em diferentes modalidades, variando de acordo com o acesso às áreas do evento, e podem ser adquiridos antecipadamente pela plataforma oficial do festival.


Um festival que celebra a diversidade musical do Brasil

Com uma curadoria que mistura tradição e inovação, o Nômade Festival 2026 reafirma sua identidade como um espaço de encontro da música brasileira em suas múltiplas formas.

Do samba ao pop, do forró ao rap, o evento reforça a riqueza cultural do país e a força de novos e consagrados artistas no cenário nacional.


Com informações do G1


28.4.26

Não existe “melhor método” para o autismo na escola, afirma especialista no Roda Viva

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Maria Cristina Kupfer defende pluralidade de abordagens e reforça o papel terapêutico da escola e da cultura na inclusão de crianças com TEA

Educação inclusiva em debate: uma visão além dos métodos prontos

O debate sobre inclusão escolar de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) segue ocupando espaço central nas discussões educacionais no Brasil. Em uma participação marcante no programa Roda Viva, da TV Cultura, a professora Maria Cristina Kupfer trouxe uma reflexão que rompe com a ideia de fórmulas únicas ou soluções padronizadas para o autismo dentro da escola.

Com uma trajetória reconhecida no campo da psicologia e da educação, Kupfer defende que não existe uma “melhor abordagem” universal para o atendimento de crianças autistas, destacando que cada caso exige leitura, sensibilidade e caminhos diferentes.


“Não há melhor abordagem”: a crítica à padronização no ensino do autismo

Durante sua participação no programa, a pesquisadora foi direta ao afirmar que a ideia de um único método eficaz para todas as crianças não se sustenta na prática.

Segundo ela, abordagens como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) podem ser úteis para algumas crianças, mas não funcionam da mesma forma para todas.

“Não há uma melhor abordagem. Todas as abordagens possuem alcances e limites. As crianças são diferentes”, destacou Maria Cristina Kupfer.

A fala reforça uma crítica importante ao uso rígido de métodos educacionais e terapêuticos, apontando para a necessidade de pluralidade e adaptação no processo de ensino.

Assista ao programa na íntegra:

A escola como espaço terapêutico e de formação social

Um dos pontos centrais da entrevista foi a defesa da escola como espaço essencial para o desenvolvimento infantil, especialmente no caso de crianças com TEA.

Para Kupfer, a escola vai muito além da aprendizagem formal: ela é um ambiente de construção subjetiva, socialização e desenvolvimento emocional.

“A escola é o lugar social da criança. É definidor. O lugar social do adulto é o trabalho. Se ela não estiver lá, nem será criança”, afirmou.

A especialista ressalta que o convívio com outras crianças, a convivência diária e a observação de comportamentos contribuem para processos fundamentais como identificação, imitação e consciência de si.


Inclusão e convivência: o aprendizado que nasce do coletivo

Outro ponto abordado pela professora é o impacto da convivência escolar no desenvolvimento das crianças com autismo. Para ela, estar inserido no ambiente escolar gera efeitos que vão além da aprendizagem acadêmica.

A interação com colegas permite que a criança desenvolva habilidades sociais, afetivas e comunicacionais, mesmo quando não há intervenções diretas.

Nesse sentido, a escola não é apenas um espaço de ensino, mas também um ambiente que atua no desenvolvimento humano de forma ampla e contínua.


Arte, cultura e educação: caminhos complementares no desenvolvimento infantil

Maria Cristina Kupfer também destacou o papel da arte e da cultura dentro das escolas como instrumentos importantes no processo de inclusão e desenvolvimento.

Atividades culturais e expressivas ampliam as possibilidades de comunicação, estimulam a criatividade e favorecem novas formas de interação entre as crianças.

Essa perspectiva reforça uma visão mais integrada da educação, na qual aprender não se limita ao conteúdo curricular, mas envolve experiências sensoriais, sociais e simbólicas.

IRDI e a contribuição científica para o desenvolvimento infantil

A trajetória da pesquisadora também inclui a coordenação do IRDI (Indicadores Clínicos de Riscos para o Desenvolvimento Infantil), desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde e a FAPESP.

O instrumento é utilizado como referência para identificar sinais precoces de risco no desenvolvimento infantil, contribuindo para intervenções mais adequadas e precoces.

Essa base científica fortalece sua defesa por uma educação mais humanizada e menos engessada por modelos únicos.

Inclusão escolar: um desafio coletivo em construção

O debate trazido pelo Roda Viva evidencia que a inclusão escolar de crianças com TEA ainda é um processo em construção no Brasil.

A fala de Kupfer reforça a importância de repensar práticas pedagógicas, valorizando a diversidade de trajetórias e reconhecendo que não há um único caminho correto, mas múltiplas possibilidades de desenvolvimento.

Mais do que métodos, o que se coloca em evidência é a necessidade de escuta, adaptação e compromisso com o desenvolvimento integral da criança.

Conclusão 

A participação de Maria Cristina Kupfer no Roda Viva amplia a discussão sobre autismo e educação ao propor uma visão menos técnica e mais humana da inclusão escolar. Ao rejeitar a ideia de um único método ideal, a especialista convida educadores e instituições a refletirem sobre a complexidade do desenvolvimento infantil e a importância de uma escola verdadeiramente inclusiva.


Com informações do site TV Cultura.