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23 de fevereiro de 2026

23.2.26

Governo Federal Anuncia Pesquisa para Avaliar Restrição ao Uso de Smartphones em Escolas

 

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Foto - ChatGpt  - Governo federal anuncia restrição ao uso de celulares nas escolas; medida busca melhorar a concentração dos alunos e reduzir impactos do excesso de telas no ambiente escolar.

Ilustração representa restrição do uso de celulares nas escolas brasileiras, medida do governo federal para melhorar foco e desempenho escolar.



Brasília, DF — O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta terça-feira (13) que realizará, no primeiro semestre de 2026, uma pesquisa nacional para analisar os efeitos da Lei nº 15.100/2025, que restringiu o uso de celulares nas escolas de educação básica em todo o país. A medida, que completou um ano desde sua vigência, foi criada para reduzir distrações, melhorar a concentração dos estudantes e promover um ambiente escolar mais favorável à aprendizagem.


A pesquisa terá como objetivo mapear como a lei vem sendo implementada nas diferentes redes de ensino públicas e privadas e quais impactos ela tem produzido no cotidiano escolar, conforme divulgado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom).


Medida visa foco e bem-estar dos alunos

A legislação federal passou a vigorar em janeiro de 2025 e determina que o uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos portáteis no ambiente escolar deve ser restrito, com exceções para fins pedagógicos, de acessibilidade ou em situações de saúde, sob supervisão docente.


Durante evento comemorativo pelos primeiros 12 meses da norma, o ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a restrição tem apresentado resultados positivos no engajamento dos alunos nas atividades educacionais. “Sabemos que o brasileiro passa horas em frente a telas, o que pode causar ansiedade e déficit de atenção. A ideia é que o espaço escolar seja um ambiente de aprendizagem com menos distração sensorial”, disse o ministro.

Dados preliminares de estudos associam o uso excessivo de celulares a desafios como dificuldades de concentração e agravamento de sintomas de ansiedade em estudantes, motivando a adoção de políticas públicas que incentivem o uso responsável da tecnologia.


Perspectivas de escolas e famílias

Especialistas em educação veem na pesquisa uma oportunidade para ajustar a norma conforme as realidades regionais do país. Professores ouvidos por entidades escolares relatam que, apesar de desafios iniciais de adaptação, muitos estudantes estão mais concentrados nas atividades, e professores têm relatado maior participação nas aulas.


Pais e familiares também acompanham atentamente os resultados do estudo. Segundo avaliação de diretores de escola, a convivência entre os alunos tem melhorado em alguns colégios, com menos episódios de distração por celular e maior envolvimento nas discussões em sala de aula.


Tendência global de restrição de telas

A preocupação com o uso excessivo de dispositivos eletrônicos por crianças e adolescentes não é exclusiva do Brasil. Países de alta renda também têm discutido medidas para regular o tempo de tela em ambientes educacionais, com foco em saúde mental e desempenho acadêmico.


No Brasil, a iniciativa federal unifica diretrizes que já vinham sendo implementadas por estados e municípios desde 2025, como parte de uma política pública para equilibrar o uso de tecnologias digitais nas escolas e promover cidadania digital. 


Fonte: Secom 



21 de fevereiro de 2026

21.2.26

Pós-carnaval: mais de 100 blocos agitam as ruas de SP neste fim de semana

 

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Para outros, no entanto, carnaval é para se aproveitar durante todo fevereiro, do pré ao pós-carnaval. E, para essa turma, a agenda está cheia.

Pós-carnaval: mais de 100 blocos agitam as ruas de SP neste fim de semana

Entre os grandes nomes, estão Daniela Mercury, Léo Santana, Pedro Sampaio e Baiana System

Para alguns, o fim do carnaval é sinônimo de começo de ano. Nas redes sociais, o cansaço físico e mental depois de tantos dias de folia até rendeu o meme “NDF”, ou “Nojo de Farra”, para simbolizar uma nova era sem purpurina, fanfarra e bebidas alcoólicas.

Para outros, no entanto, carnaval é para se aproveitar durante todo fevereiro, do pré ao pós-carnaval. E, para essa turma, a agenda está cheia.

Mesmo depois de blocos sertanejos, clássicos e até com ritmos de K-pop, o pós-carnaval paulistano promete lotar as ruas com mais de 100 opções de blocos para este final de semana. Entre os grandes nomes, estão Daniela Mercury, Léo Santana, Pedro Sampaio e Baiana System.

LEIA MAIS EMhttps://jovempan.com.br/noticias/brasil/pos-carnaval-mais-de-100-blocos-agitam-as-ruas-de-sp-neste-fim-de-semana.html

21.2.26

Brasil subiu imposto de importação de mais de mil produtos, incluindo smartphones

 

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— Foto: Jornal Nacional/ Reprodução


Brasil subiu imposto de importação de mais de mil produtos, incluindo smartphones


Fazenda argumentou que a penetração de produtos importados está 'níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica no país'. Importadores dizem que medida afeta competividade das empresas e tem efeito inflacionário.


O governo brasileiro elevou, no início deste mês, o imposto incidente sobre mais de mil produtos importados do exterior. Entre os itens afetados, estão os telefones inteligentes (smartphones). Veja outros exemplos no fim desta reportagem.


A decisão, que afeta bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para produção, além de bens de informática e telecomunicação, elevou a taxação dessas compras do exterior em até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países.







21.2.26

Terras raras: Queremos atrair cadeia dessa riqueza para o Brasil, diz Lula

 

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva  • REUTERS/Adriano Machado

Terras raras: Queremos atrair cadeia dessa riqueza para o Brasil, diz Lula


Declarações foram feitas após acordo sobre minerais críticos com a Índia; Brasil possui a segunda maior reserva desses recursos no mundo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a posição estratégica do Brasil como polo de minerais críticos e terras raras.

Em discurso durante o Fórum Empresarial Brasil-Índia, neste sábado (21), o presidente brasileiro comemorou o acordo entre os países sobre o tema e classificou as matérias-primas como "riqueza".

"O Brasil conta com, pelo menos, 26% das reservas mundiais de minerais críticos, tendo apenas 30% de seu território prospectado. Queremos atrair a cadeia de processamento dessa riqueza para o território brasileiro, sem fazer opções excludentes. O acordo que assinamos hoje com a Índia vai nessa direção", disse Lula.


LEIA MAIS EMhttps://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/terras-raras-queremos-atrair-cadeia-dessa-riqueza-para-o-brasil-diz-lula/



20 de fevereiro de 2026

20.2.26

Você se considera frágil nas relações, sejam sociais ou amorosas?

 

A fragilidade emocional não é fraqueza: é um sinal de experiências não resolvidas que impactam vínculos, autoestima e identidade.
Imagem ChatGpt

A fragilidade emocional não é fraqueza: é um sinal de experiências não resolvidas que impactam vínculos, autoestima e identidade.


Introdução: Fragilidade emocional nas relações – uma questão de identidade e pertencimento

Sentir-se frágil nas relações sociais ou amorosas é uma experiência mais comum do que se imagina, embora muitas pessoas tenham vergonha de admitir. A fragilidade emocional não é sinônimo de fraqueza de caráter, mas pode representar a construção histórica de inseguranças, medos e experiências mal elaboradas ao longo da vida. Quando alguém apresenta medo excessivo de perder vínculos, necessidade intensa de validação e dificuldade em impor limites, estamos diante de um fenômeno psicológico que envolve autoestima, identidade e estruturação do eu.

De acordo com Bowlby (1989), a qualidade dos vínculos estabelecidos na infância influencia profundamente os relacionamentos na vida adulta. Experiências de abandono, rejeição ou instabilidade afetiva podem gerar padrões de apego inseguros que se repetem inconscientemente. Assim, o indivíduo passa a interpretar qualquer sinal de distanciamento como ameaça de abandono real, desenvolvendo comportamentos de submissão emocional para evitar perdas.

A fragilidade relacional, portanto, não nasce no presente. Ela é construída ao longo de trajetórias marcadas por experiências que ensinaram o sujeito que o amor pode ser retirado a qualquer momento. Essa crença, internalizada, molda comportamentos e decisões futuras.


A origem da insegurança emocional: experiências precoces e construção do apego

A Teoria do Apego, desenvolvida por John Bowlby (1989), destaca que a relação estabelecida com figuras cuidadoras influencia diretamente a percepção que o indivíduo terá de si mesmo e dos outros. Quando a criança vivencia abandono, críticas constantes ou instabilidade emocional, ela pode desenvolver apego ansioso ou evitativo. Esses padrões repercutem na vida adulta em forma de insegurança intensa nas relações.

Segundo Ainsworth (1978), indivíduos com apego ansioso tendem a buscar confirmação constante de afeto, demonstrando medo exacerbado de rejeição. Essa necessidade de validação pode se manifestar como ciúme excessivo, dependência emocional ou submissão às vontades do outro. A pessoa passa a acreditar que precisa agradar constantemente para ser amada.

Além disso, experiências de rejeição repetidas na adolescência e juventude reforçam crenças negativas centrais, conceito amplamente discutido por Beck (1997) na Terapia Cognitivo-Comportamental. Crenças como “não sou suficiente” ou “vou ser abandonado” tornam-se esquemas cognitivos que influenciam comportamentos futuros.


VEJA O VÍDEO



Fragilidade não é fraqueza: a diferença entre sensibilidade e dependência emocional


É importante diferenciar fragilidade emocional de sensibilidade saudável. A sensibilidade é uma capacidade empática e relacional, enquanto a fragilidade relacional está associada à dificuldade de sustentar a própria identidade diante do outro.

Rogers (1961) afirma que a congruência entre o self real e o self ideal é essencial para relações saudáveis. Quando o indivíduo se molda constantemente para agradar, ele se distancia de sua autenticidade. A necessidade excessiva de aprovação impede o desenvolvimento de relações equilibradas.

A dependência emocional, por sua vez, ocorre quando o indivíduo coloca o outro como fonte exclusiva de segurança e validação. Segundo Bauman (2004), na modernidade líquida, os vínculos tornaram-se mais frágeis, intensificando a ansiedade de abandono. Isso potencializa comportamentos de apego inseguro e medo constante de rejeição.


O medo de desagradar e a dificuldade de impor limites

Um dos sinais mais evidentes da fragilidade nas relações é o medo intenso de desagradar. Pessoas com esse padrão frequentemente evitam conflitos a qualquer custo, silenciam opiniões e aceitam situações que as machucam para manter o vínculo.

Segundo Cloud e Townsend (1992), a dificuldade em estabelecer limites está diretamente relacionada à culpa internalizada e ao medo de rejeição. O indivíduo acredita que, ao dizer “não”, perderá o amor ou a aprovação do outro. Essa dinâmica gera um ciclo de autoanulação.

A ausência de limites claros compromete a autoestima. Como afirma Rosenberg (1965), a autoestima saudável depende da capacidade de autoaceitação e respeito próprio. Quando a pessoa ignora suas necessidades, ela reforça a crença de que não é digna de consideração.


A anulação do self e suas consequências psicológicas

A autoanulação é um dos efeitos mais prejudiciais da fragilidade relacional. Ao se moldar constantemente às expectativas alheias, o indivíduo perde contato com seus próprios desejos, valores e identidade.

Winnicott (1965) descreve o conceito de “falso self”, que surge quando a pessoa desenvolve uma personalidade adaptativa para sobreviver emocionalmente. Essa estrutura pode funcionar por um tempo, mas gera profundo vazio interno e sensação de não pertencimento.

A longo prazo, essa dinâmica pode desencadear ansiedade, depressão e crises de identidade. O sujeito passa a questionar quem realmente é, pois sempre viveu para atender expectativas externas.


Relações saudáveis exigem identidade fortalecida

Relacionamentos equilibrados não são construídos sobre medo, mas sobre escolha consciente. Para que haja vínculo saudável, é necessário que cada indivíduo tenha identidade estruturada e autoestima consolidada.

Segundo Maslow (1954), a necessidade de pertencimento é legítima, mas só pode ser plenamente satisfeita quando as necessidades básicas de segurança e autoestima estão minimamente atendidas. Caso contrário, o vínculo torna-se mecanismo de compensação emocional.

Identidade fortalecida significa reconhecer limites, valores e necessidades próprias. Significa compreender que o amor não exige autoanulação, mas reciprocidade.


Estratégias para fortalecer a autoestima e superar a fragilidade relacional

Superar a fragilidade emocional exige autoconhecimento e, muitas vezes, acompanhamento psicológico. A psicoterapia possibilita identificar crenças disfuncionais e reconstruir padrões de relacionamento.

Beck (1997) destaca que a reestruturação cognitiva permite modificar pensamentos automáticos negativos. Ao questionar crenças como “vou ser abandonado”, o indivíduo começa a desenvolver novas formas de interpretar situações.

Além disso, práticas de assertividade, como descritas por Alberti e Emmons (2008), auxiliam no desenvolvimento da capacidade de expressar sentimentos e necessidades sem agressividade ou submissão.

Outro aspecto essencial é aprender a tolerar a possibilidade de rejeição. Relações saudáveis não garantem ausência de conflitos, mas garantem respeito mútuo.


O ciclo da insegurança e como interrompê-lo

A fragilidade relacional cria um ciclo: medo de abandono → comportamento de submissão → autoanulação → perda de autoestima → aumento do medo. Interromper esse ciclo exige consciência e ação.

Segundo Frankl (1984), o ser humano possui liberdade interior para ressignificar experiências. Reconhecer padrões repetitivos é o primeiro passo para transformá-los.

É fundamental compreender que não é possível controlar o comportamento do outro, mas é possível fortalecer a própria estrutura emocional. Ao assumir responsabilidade pelo próprio crescimento, o indivíduo deixa de viver em função do medo.


Considerações finais: Fragilidade como ponto de partida para crescimento

Sentir-se frágil nas relações não é motivo de vergonha. É um sinal de que há feridas emocionais que precisam ser cuidadas. A fragilidade, quando reconhecida, torna-se oportunidade de reconstrução interna.

Relações saudáveis exigem identidade fortalecida, autoestima estruturada e capacidade de impor limites. O amor não deve ser sustentado pelo medo da perda, mas pela liberdade de escolha e reciprocidade.

Ao desenvolver autoconhecimento e buscar apoio quando necessário, é possível transformar insegurança em maturidade emocional. A fragilidade deixa de ser prisão e torna-se caminho de crescimento pessoal e relacional.




 Valdivino Alves de Sousa
 Psicólogo – CRP 06/198683
📲 Instagram: @profvaldivinosousa




Referências 

AINSWORTH, M. D. S. Patterns of attachment. Hillsdale: Erlbaum, 1978.

BAUMAN, Z. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.

BECK, A. T. Terapia cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 1997.

BOWLBY, J. Apego e perda. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

CLOUD, H.; TOWNSEND, J. Limites. São Paulo: Vida, 1992.

FRANKL, V. Em busca de sentido. Petrópolis: Vozes, 1984.

MASLOW, A. Motivation and personality. New York: Harper & Row, 1954.

ROGERS, C. Tornar-se pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 1961.

ROSENBERG, M. Society and the adolescent self-image. Princeton: Princeton University Press, 1965.

WINNICOTT, D. W. O ambiente e os processos de maturação. Porto Alegre: Artmed, 1965.